Rolo Miofascial e Recuperação Após a Corrida

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Rolo Miofascial

Que estudos têm sido realizados nesse sentido? Aceitar apenas a informação sem pesquisar torna-se redutor, assim sendo pesquisámos que trabalhos científicos foram feitos na área e quais os resultados significativos para atletas.

Hoje em dia somos assaltados por campanhas de marketing intensas sobre diversos produtos de running e o rolo miofascial ou foam roller não é excepção, tendo sido altamente publicitados para a recuperação física dos atletas. Mas, em que medida conseguem potencializar a recuperação física?

O que sabemos?

Sabemos que o exercício físico induz vários níveis de fadiga nos sistemas músculo-esquelético, nervoso e metabólico. A dor, o desconforto e a inflamação estão associadas a uma alteração das fibras musculares provocando dores musculares nos dias seguintes (com agravamento entre as 24 e 72 horas e que pode durar até 5 a 7 dias). Em atletas que treinam e competem em dias consecutivos este fator é altamente prejudicial reduzindo a performance e aumentando muito o risco de lesão.

Rolo miofascial

O uso do rolo miofascial tornou-se uma prática comum devido à possibilidade de realização de um auto tratamento pelo atleta. De forma prática é usado o peso do próprio corpo de modo a exercer-se uma pressão sobre os músculos e fascias.

Dos poucos estudos realizados percebeu-se que o uso do rolo miofascial em sessões de cerca de 20 minutos (vários grupos musculares) imediatamente após o exercício físico, 24h após e 72h após, reduz a rigidez e dores musculares associadas permitindo melhorar a própria função muscular e performance nos próximos exercícios. Os mecanismos fisiológicos adjacentes a esta constatação prendem-se com a diminuição do edema muscular, melhoria da remoção de lactato, e melhoria na recuperação das fibras musculares e do tecido conjuntivo, que são potencializados pelo aumento do aporte sanguíneo na área promovido pela auto massagem com o rolo miofascial.

Os estudos revistos foram efetuados essencialmente em actividades que exigiam força, potência e mudanças de velocidade não havendo ainda estudos significativos para actividades de resistência aérobia em que as fibras musculares afetadas são diferentes das actividades anaérobias. Ainda não está explicito qual o tipo de rolo mais adequado ou a pressão que deve ser exercida. Contudo, pela literatura atual podemos depreender que o uso de rolos miofasciais é hoje uma forma válida e prática de promover a recuperação e evitar futuras lesões.


Bibliografia

Curran PF, Fiore RD, Crisco JJ. A comparison of the pressure exerted on soft tissue by 2 myofascial rollers. J Sport Rehabil. 2008;17(4):432–42
MacDonald GZ, Penney MD, Mullaley ME, et al. An acute bout of self-myofascial release increases range of motion without a subsequent decrease in muscle activation or force. J Strength Cond Res. 2013; 27(3):812–21.
MacDonald GZ, et al. Foam Rolling as a Recovery Tool after an Intense Bout of Physical Activity. American College of Sports Medicine. 2013
Pearcey GEP, Bradbury-Squires DJ, Kawamoto JE, Drinkwater EJ, Behm DG, Button DC. Effects of foam rolling on delayed onset muscle soreness and recovery of dynamic performance measures. J Athl Train. 2015; 50(1):5-13

3 COMENTÁRIOS

    • Olá Rui
      Infelizmente ainda não existem estudos a comprovar qual o tipo de rolo mais adequado ou com melhores resultados. Aguardamos novas pesquisas cientificas para tirar essa dúvida. Até lá podemos fazer experiências empíricas com diferentes rolos e partilhar as sensações obtidas!
      Bons Treinos Rui!

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